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Você é a média das 5 pessoas com quem mais convive. QUEM É VOCÊ?

Lucas do Nascimento

Eu gostaria que este texto fosse um tanto transparente. E, por questão de transparência, eu devo dizer que eu estou devendo este texto para o site já faz um bom tempo.

O Cleber convidou-me a seguir fornecendo textos para o “Amigo do Ciclista” em 2018 e sugeriu-me, como tema para umas das produções, que eu falasse sobre aquela frase “você é a média das cinco pessoas com quem mais convive”. Pois então, eu resolvi aqui fazer um relato pessoal.

Era uma vez lá pelos idos de 2012, 2013, quando este rapaz chamado Cleber Tobias concebeu uma viagem pela América do Sul, dando-me a honra do convite para ser parte desta epopeia, da qual muito felizmente participei, juntamente com o Tadeu Salgado do canal “Viajante Pão Duro”. Desta viagem de vinte dias pelo continente tenho, até hoje, minhas melhores histórias, uma delas até está aqui no final deste texto.

Visitei Machu Picchu. Comi uma carne esverdeada no mercado público de Cusco. Estive no lago Titicaca, onde peguei um gripão. Transitei desesperado pelas vielas de um camelódromo de La Paz em busca de um banheiro (mas isso é outra história). Fiz o famoso dohwnhill  na Estrada da Morte, onde tomei dois tombos, e talvez tenha passado perto de tomar o tombo final. Estive no Salar de Uyuni, onde passei, de longe, a noite mais fria da minha vida e onde graças a eu ter tirado os óculos escuros por uns minutos, fiquei vendo luzinhas coloridas por meses (mantenha os óculos escuros no salar). Estive no coração do Deserto do Atacama, no Vale da Morte, sem empresa, sem guia, e sem água (lembre-se de levar água para o Deserto do Atacama). E no caminho viajei nos aviões, ônibus, trens e barcos mais confortáveis e mais deficitários com os quais já travei contato.

E fiz a primeira metade desse caminho mancando, pois tinha bolhas no meu pé direito, algumas do tamanho dos meus dedos.

Quando voltei, o Lucas que voltou não era o mesmo Lucas que partiu. Não vou dizer que me tornei uma pessoa radicalmente melhor… seria muita pretensão da minha parte. Mas, creio que não é pretensão nenhuma assumir que uma experiência dessas pode causar alguma mudança em quem a vivencia.

Porém, toda esta loucura foi concebida nos recônditos mais obscuros do cérebro deste rapaz chamado Cleber Tobias. Se eu não convivesse com ele, eu não teria vivido nada disso. Pelo menos não dessa forma.

Isto foi em 2014, após uma sequência de anos de certa estagnação, ao longo dos quais eu havia feito pouca coisa com minha vida.

Em 2015 eu não viajei, mas eu já não era mais o mesmo. E em 2016 (talvez até mesmo antes disso) o Sr. Tobias e eu passamos a discutir novas formas de darmos significado a nossas vidas. Passamos a nos questionar sobre caminhos a serem tomados no sentido de vivenciarmos a essência de cada um.

Começamos a dar uma estudada em “N” coisas e, pra encurtar uma história longa, na segunda metade de 2016 eu resolvi investir, e investir um tanto alto para os meus padrões de renda, em um curso de formação em coaching. É preciso também que eu esclareça que, em um curso desses, você não só aprende a aplicar as ferramentas, como também passa pelo processo de ter as ferramentas aplicadas em você. Idealmente, você sai tendo sofrido a transformação que deseja proporcionar para outras pessoas.

Para resumir outra história longa, um resultado indireto disso está aqui, neste site, e em tudo que o casal Bike-Friendly já fez pelo ciclismo missioneiro. Que, na minha modesta opinião, não foi pouco.

Digo resultado “indireto” porque o processo de coaching te dá uma ideia da coisa toda, mas o esforço e a iniciativa tem que partir da pessoa. Coaching é só a faísca que acende o fogo. Manter a lenha queimando é outra história.

Outro resultado indireto disso está aqui, à venda na Livraria Cultura:

Refiro-me ao livro do Tadeu Salgado, onde ele relata sua experiência de mochileiro por mais de 35 países, e dá dicas sobre como economizar, sobreviver e se dar bem. Aliás, o Cleber e o Tadeu já viajaram pra Miami pagando APENAS R$ 390,00 ida e volta.

Outro resultado é o de que eu posso não produzir como gostaria, posso ainda não levar adiante todos os projetos pessoais que carrego comigo, mas não mais me conformo em ver o tempo escorrer gratuitamente pelos vãos dos meus dedos. A finitude e brevidade da minha vida estão constantemente diante de mim. Ok, em alguns dias mais do que em outros. Mas, de alguma maneira, sempre estão lá.

Nesse tempo de convivência e de trabalho com o Cleber e a Andréia aprendi a importância de experienciar, de transitar pelo desconhecido, de ter uma história para contar. Uma história só sua.

Mesmo inconscientemente você absorve certas tendências das pessoas com quem você mais convive.

Aí talvez você me diga que não existem, no seu meio, pessoas que possuam as tendências que você procura. Não existem pessoas dinâmicas, ou otimistas, ou motivadas a trabalhar por algo significativo, ou que queiram mudar o mundo, ou que queiram mudar a si mesmas, enfim, o que seja.

Eu diria que para isso existem os livros, ou mesmo filmes e vídeos de Youtube ou outras mídias. Quando você absorve suficientemente conteúdo de alguém, você está, de maneira muito verdadeira, “convivendo” com aquela pessoa. Você pode conviver com empreendedores bem-sucedidos, com esportistas de alto nível, com religiosos iluminados, com cientistas e estudiosos brilhantes, enfim… aproveite a graça de fazer parte da geração que possui internet.

Minha sugestão é que você não se deixe arrastar pela correnteza de desesperança. Se você não encontra quem lhe apoie nos autênticos anseios de sua alma, siga sozinho. Trabalhe em prol do que você acredita. Siga o seu coração, pelo menos nas horas vagas, pelo menos lá de vez em quando. Se acompanhado de certa dose de prudência, dificilmente você perderá algo com isso.

P.S.: Cleber e Andréia, demorou, ficou meio longo, mas aí está o texto. Seguimos trabalhando, como sempre.

O tempo não pára. Ars longa, vita brevis.

Algumas imagens da aventura que o Lucas cita no texto estão no vídeo abaixo.

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